Chineses – As leis racistas
Uma outra comunidade que pode ser associada às péssimas condições de trabalho em construções no final do século XIX é a de chineses, mais precisamente cantoneses que fugiam da fome em seu país. No início foram utilizados em minas na Califórnia, durante a corrida do ouro. Acabaram sendo contratados no Canadá com baixíssimos salários em construção e manutenção da estrada de ferro transcontinental que era a condição de adesão das províncias do Oeste à confederação canadense.
Com o fim dos trabalhos, o governo canadense promulga leis de controle a imigração chinesa. A partir de 1885 exige-se uma taxa de 50$ para todo chinês que deseja entrar no país, esse valor aumenta gradativamente até 1903 para 500$. Essas leis e taxas dificultaram a reunificação de famílias até 1930. A revogação dessas leis se deu em duas partes, uma em 1949 e outra em 1967.
Lutando sempre contra o racismo, os ex-trabalhadores das estradas de ferro abrem pequenos comércios como mercearias (dépanneurs) e restaurantes e se relacionam em comunidades fechadas. Hoje em dia, o isolamento diminuiu bastante e os chineses ocupam cargos em vários setores econômicos e sociais.
Uma Europa Sacudida
Lá pelos anos de 1880, Montréal entra em uma fase de desenvolvimento maunufaturista e comercial sem precedentes. A rua Saint-Laurent apelidada “A Principal” se expande com a chegada de uma nova onda de imigrantes vindos da Europa central e leste europeu: Rússia, Alemanha, Polônia, Ucrânia, Romênia, Hungria, Tchecoslováquia, Croácia, Eslovênia, etc. Tudo ao longo do século XIX fugindo dos sobressaltos políticos e econômicos que geraram guerras e fome.
Uma parte importante dos que chegaram foi a comunidade judaica desses países, conhecidos como Ashkenazes. Perseguidos na Europa, eles imigram para Montréal entre 1870 e 1880, com um novo fluxo após a 2ª guerra e o genocídio perpetrado pela Alemanha nazista.
Ao chegarem, muitos começaram atividades comerciais fundando pequenas empresas e outros se enveredaram pelo caminho das artes, literatura e ações sócio-políticas. Deram início, na primeira metade do século XX, à atividades sindicais e organizações políticas de esquerda.
Nos anos de 1960 uma nova safra, dessa vez de judeus Sefarades originais do norte da África, se instala no Québec.
Italianos, Gregos e Portugueses – Um gostinho mediterrâneo
Nos anos de 1940, os ateliês de confecções de roupas eram conhecidos como “Inferno dos Trapos”, devida às péssimas condições de trabalho. Empregavam as québecoises francófonas e judias do leste europeu.
Ao passar dos anos, estes ateliês eram passagem quase que obrigatória para trabalhadoras ainda mais as recém-chegadas do pós-guerra, no caso as italianas, gregas e portuguesas.
Italianos e gregos já haviam começado a imigrar na virada do século, os primeiros trabalharam na construção de estradas de ferro e os outros como mão de obra barata em hotéis e restaurantes.
Uma segunda e grande onda veio em 1945 elevar o ranquing de importância dessas comunidades para 3º e 4º lugares respectivamente. Os recém-chegados vinham sobretudo do meio rural e trabalhavam em manufaturas, serviços e na construção.
Após anos de trabalho os Ítalo e Greco-québecois ocupam vários domínios de atividades especialmente e felizmente a gastronomia!
Quanto aos portugueses, começam a chegar a partir de 1960 fugindo do regime ditatorial de Salazar. Na mesma época, Portugal tenta impedir a independência de Angola e Moçambique. Assim, Montréal recebe dois grupos independentes: Jovens que se recusaram a lutar contra as colônias e os antigos colonos que viviam na África. Uma outra onda veio em 1970 formada por ruralistas fugindo da pobreza.
Uma outra comunidade que pode ser associada às péssimas condições de trabalho em construções no final do século XIX é a de chineses, mais precisamente cantoneses que fugiam da fome em seu país. No início foram utilizados em minas na Califórnia, durante a corrida do ouro. Acabaram sendo contratados no Canadá com baixíssimos salários em construção e manutenção da estrada de ferro transcontinental que era a condição de adesão das províncias do Oeste à confederação canadense.
Com o fim dos trabalhos, o governo canadense promulga leis de controle a imigração chinesa. A partir de 1885 exige-se uma taxa de 50$ para todo chinês que deseja entrar no país, esse valor aumenta gradativamente até 1903 para 500$. Essas leis e taxas dificultaram a reunificação de famílias até 1930. A revogação dessas leis se deu em duas partes, uma em 1949 e outra em 1967.
Lutando sempre contra o racismo, os ex-trabalhadores das estradas de ferro abrem pequenos comércios como mercearias (dépanneurs) e restaurantes e se relacionam em comunidades fechadas. Hoje em dia, o isolamento diminuiu bastante e os chineses ocupam cargos em vários setores econômicos e sociais.
Uma Europa Sacudida
Lá pelos anos de 1880, Montréal entra em uma fase de desenvolvimento maunufaturista e comercial sem precedentes. A rua Saint-Laurent apelidada “A Principal” se expande com a chegada de uma nova onda de imigrantes vindos da Europa central e leste europeu: Rússia, Alemanha, Polônia, Ucrânia, Romênia, Hungria, Tchecoslováquia, Croácia, Eslovênia, etc. Tudo ao longo do século XIX fugindo dos sobressaltos políticos e econômicos que geraram guerras e fome.
Uma parte importante dos que chegaram foi a comunidade judaica desses países, conhecidos como Ashkenazes. Perseguidos na Europa, eles imigram para Montréal entre 1870 e 1880, com um novo fluxo após a 2ª guerra e o genocídio perpetrado pela Alemanha nazista.
Ao chegarem, muitos começaram atividades comerciais fundando pequenas empresas e outros se enveredaram pelo caminho das artes, literatura e ações sócio-políticas. Deram início, na primeira metade do século XX, à atividades sindicais e organizações políticas de esquerda.
Nos anos de 1960 uma nova safra, dessa vez de judeus Sefarades originais do norte da África, se instala no Québec.
Italianos, Gregos e Portugueses – Um gostinho mediterrâneo
Nos anos de 1940, os ateliês de confecções de roupas eram conhecidos como “Inferno dos Trapos”, devida às péssimas condições de trabalho. Empregavam as québecoises francófonas e judias do leste europeu.
Ao passar dos anos, estes ateliês eram passagem quase que obrigatória para trabalhadoras ainda mais as recém-chegadas do pós-guerra, no caso as italianas, gregas e portuguesas.
Italianos e gregos já haviam começado a imigrar na virada do século, os primeiros trabalharam na construção de estradas de ferro e os outros como mão de obra barata em hotéis e restaurantes.
Uma segunda e grande onda veio em 1945 elevar o ranquing de importância dessas comunidades para 3º e 4º lugares respectivamente. Os recém-chegados vinham sobretudo do meio rural e trabalhavam em manufaturas, serviços e na construção.
Após anos de trabalho os Ítalo e Greco-québecois ocupam vários domínios de atividades especialmente e felizmente a gastronomia!
Quanto aos portugueses, começam a chegar a partir de 1960 fugindo do regime ditatorial de Salazar. Na mesma época, Portugal tenta impedir a independência de Angola e Moçambique. Assim, Montréal recebe dois grupos independentes: Jovens que se recusaram a lutar contra as colônias e os antigos colonos que viviam na África. Uma outra onda veio em 1970 formada por ruralistas fugindo da pobreza.
Quem se interessou por essas informações, pode ler o estudo na íntegra inclusive com passagens históricas, está em francês no site da Bibliothèque Virtuelle.
Espero ter ajudado um pouco na pesquisa de vocês... Conhecimento nunca é demais, sempre que puder, esqueçam a tv e leiam um livro! Sei que é difícil, eu digo isso pois para mim é um sacrifício enorme, mas estou tentando superar essa barreira. Aqui e em outros países notei como as pessoas lêem. No metrô, ônibus, em praças e parques... E são de todas as idades! Infelizmente esse hábito não é incentivado no Brasil...
À Bientôt!
4 comentários:
Olá!!
Tenho lido os posts em que vc fala sobre a história da imigração em Montréal e achei muito bacana!
Textos leves, bem claros e super interessantes!
Obrigada por dividir isso no blog!
Abraços, Bia.
amei esses posts históricos. nossa nova terra lembra muito o brasil, quanto aos fluxos migratórios. e é muito bom conhecer, de maneira condensada e de fácil acesso, esse aspecto do québec.
[]s
p
Os textos estão ótimos!!! adorei, Lufa, de verdade =D É sempre bom saber história, de imigrantes mesmo, pois eles foram quem nos fizeram (afinal quem é neto de italiano, como eu, sabe o que é isso) e nós que faremos o que será o Canadá um dia =D E viva a globalização!
Anotei aqui, e já vou procurar mais sobre. Quero colher frutas ai tb!!!
Abraços,
Dani
Très bien!!!
Adorei o teme e já estou pesquisando!!
Abraços
Lu
Postar um comentário