Somos imigrantes e é sempre bom saber um pouquinho sobre como tudo isso começou, na terra em que habitamos. Fiz uma tradução resumida de um estudo feito pela ONG L'autre Montréal sobre a "Colcha de retalhos montrealense" - La Courtepointe Montréalaise e vou colocar aqui para enriquecer o conhecimento sobre esta cidade multicultural e gostosa de viver que é Montréal...
Primeiras Nações e Colonos Brancos
Em 1642, Maisonneuve aporta no local hoje conhecido como Pointe-à-Calière e constrói o primeiro prédio francês da Colônia de Ville-Marie. Este lugar. Berço de Montréal, já era povoado por ameríndios.
O indígenas que habitaram por milhares de anos às margens do Saint-Laurent, eram os Hurons e os Iroquois, nações sedentárias praticantes da agricultura.
A chegada e instalação de colonos franceses aumentou o universo econômico, político e demográfico dessas nações. Doenças trazidas pelos brancos causaram epidemias que dizimaram metade a população indígena, somado a isso, a rivalidade entre as tribos (aumentada pela concorrência no comércio de peles), e as guerras contra os colonos reduzem os índios a dezenas que são assimilados na cidade ou vão habitar em reservas.
A Comunidade Negra – Tão antiga quanto Montréal
A presença negra em Montréal data do regime francês, os primeiros a chegarem não vieram por vontade própria, eram escravos trazidos da África para trabalharem como domésticos.
Assim como na Europa e nos EUA, os movimentos abolicionistas chegaram a Québec. Em 1791, Joseph Papineau envia uma petição anti-escravatura ao Parlamento do Canadá, A abolição da escravatura só aconteceu em 1834, com uma lei vinda do Parlamento Inglês.
A partir de 1840, chegam mais imigrantes vindo do Caribe anglófono (Barbados, Guiana, Jamaica, Tinidad-Tobago...), mas sobretudo dos EUA.
Os que vinham dos EUA, faziam parte de uma população itinerante, que trabalhava a bordo dos trens. Muitos acabaram se instalando em Montréal, próximo às estações de trem.
A imigração vinda do Caribe foi barrada em 1930 e retomada em 55 para responder a uma crescente demanda de domésticas e pessoas qualificadas com domínios técnicos. Em 60, uma onda de imigrantes francófonos chega a Montréal, são intelectuais haitianos fugindo da ditadura no país e refugiados camponeses.
Irlandeses – Braços fortes para trabalhos pesados
Após a Conquista, administradores, comerciantes e colonos ingleses substituíram os franceses. Mercadores escoceses prosperaram rapidamente e logo formaram uma elite econômica. A imigração propriamente dita começa pelos anos de 1820, com a chegada massiva de desempregados, artesãos e trabalhadores agrícolas irlandeses.
Fugindo da pobreza e fome, eles chegam no momento que Montréal precisava de braços para execução de trabalhos essenciais ao desenvolvimento comercial e industrial.
Entre 1840 e 1860 com suas terras confiscadas por ricos proprietários ingleses e plantações dizimadas por pestes, milhares de irlandeses embarcaram em direção à colônia canadense. Muitos morreram em alto mar e outros na chegada de doenças como tifo, cólera e rubéola.
Uma vez em Montréal, os Irlandeses contribuíram para a abertura do Canal Lachine, a construção do porto, da ponte Vitória e do principal tronco da estrada de ferro.
As famílias irlandesas se instalaram rapidamente em alojamentos de Griffintown e de Pointe Saint-Charles, próximos ao trabalho. As mulheres forneceram uma reserva de mão de obra barata como domésticas e em novas usinas.
Em 1642, Maisonneuve aporta no local hoje conhecido como Pointe-à-Calière e constrói o primeiro prédio francês da Colônia de Ville-Marie. Este lugar. Berço de Montréal, já era povoado por ameríndios.
O indígenas que habitaram por milhares de anos às margens do Saint-Laurent, eram os Hurons e os Iroquois, nações sedentárias praticantes da agricultura.
A chegada e instalação de colonos franceses aumentou o universo econômico, político e demográfico dessas nações. Doenças trazidas pelos brancos causaram epidemias que dizimaram metade a população indígena, somado a isso, a rivalidade entre as tribos (aumentada pela concorrência no comércio de peles), e as guerras contra os colonos reduzem os índios a dezenas que são assimilados na cidade ou vão habitar em reservas.
A Comunidade Negra – Tão antiga quanto Montréal
A presença negra em Montréal data do regime francês, os primeiros a chegarem não vieram por vontade própria, eram escravos trazidos da África para trabalharem como domésticos.
Assim como na Europa e nos EUA, os movimentos abolicionistas chegaram a Québec. Em 1791, Joseph Papineau envia uma petição anti-escravatura ao Parlamento do Canadá, A abolição da escravatura só aconteceu em 1834, com uma lei vinda do Parlamento Inglês.
A partir de 1840, chegam mais imigrantes vindo do Caribe anglófono (Barbados, Guiana, Jamaica, Tinidad-Tobago...), mas sobretudo dos EUA.
Os que vinham dos EUA, faziam parte de uma população itinerante, que trabalhava a bordo dos trens. Muitos acabaram se instalando em Montréal, próximo às estações de trem.
A imigração vinda do Caribe foi barrada em 1930 e retomada em 55 para responder a uma crescente demanda de domésticas e pessoas qualificadas com domínios técnicos. Em 60, uma onda de imigrantes francófonos chega a Montréal, são intelectuais haitianos fugindo da ditadura no país e refugiados camponeses.
Irlandeses – Braços fortes para trabalhos pesados
Após a Conquista, administradores, comerciantes e colonos ingleses substituíram os franceses. Mercadores escoceses prosperaram rapidamente e logo formaram uma elite econômica. A imigração propriamente dita começa pelos anos de 1820, com a chegada massiva de desempregados, artesãos e trabalhadores agrícolas irlandeses.
Fugindo da pobreza e fome, eles chegam no momento que Montréal precisava de braços para execução de trabalhos essenciais ao desenvolvimento comercial e industrial.
Entre 1840 e 1860 com suas terras confiscadas por ricos proprietários ingleses e plantações dizimadas por pestes, milhares de irlandeses embarcaram em direção à colônia canadense. Muitos morreram em alto mar e outros na chegada de doenças como tifo, cólera e rubéola.
Uma vez em Montréal, os Irlandeses contribuíram para a abertura do Canal Lachine, a construção do porto, da ponte Vitória e do principal tronco da estrada de ferro.
As famílias irlandesas se instalaram rapidamente em alojamentos de Griffintown e de Pointe Saint-Charles, próximos ao trabalho. As mulheres forneceram uma reserva de mão de obra barata como domésticas e em novas usinas.
Um comentário:
Muito legal! Sempre é bom saber da história do lugar pra onde vamos, e entender um pouco mais da diversidade...
Agora, sobre o psot anterior, que delícia!!! Fiquei morrendo de vontade de comer morango! Como chama o lugar? Quero anotar aqui nas minhas dicas...
Beijos!
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