quinta-feira, 20 de março de 2008

Nossa Páscoa é Jesus Cristo

O termo "páscoa" deriva da palavra hebraica "pessah", que significa passar por cima, pular além da marca ou passar sobre (atravessar).
Quando se fala de páscoa vemos o quanto a nossa sociedade tem se distanciado do real sentido e significado da festa. A páscoa é usada para satisfazer a hipocrisia de uma sociedade que tenta esconder sua ganância através de ovos, coelhos, velas, sinos e outros “bagulhetes” que nada tem a ver com uma festa de tamanho significado para o Cristianismo. A sociedade tenta se esconder na religiosidade para cobrir seus pecados secretos, embriagando-se num ritual regado a vinho e peixe, imaginando que estão santificando a si mesmos apenas pelo fato de se absterem um dia apenas da carne nossa de cada dia.
E como se não tivessem nada mais para fazer, ainda carregam, todos os anos, um cristo sem vida rua acima, rua a baixo, ridicularizando o verdadeiro Jesus que foi morto naquela cruz mas ressuscitou e vive dentro de cada um de nós para todo sempre. Já disse o profeta Isaías: “Nada sabem os que conduzem em procissão sua imagens de esculturas, rogando a um deus que não pode salvar” (Isaías 45.20).
Os fatos bíblicos nunca aconteceram por acaso. As cerimônias religiosas do Antigo Testamento eram antítipos, símbolos das do que iria acontecer Novo Testamento com a Nova Aliança entre Deus e os homens através do sangue de Jesus Cristo, que culminou com a formação da Igreja.
A Páscoa foi estabelecida por Deus, quando o seu povo, os judeus, estavam escravos no Egito. Deus já havia enviado pragas devido a insistência do faraó em não deixar os israelitas saírem para a terra prometida. Diante da dureza do Faraó, Deus feriu a todos os primogênitos do Egito e, devido a tristeza do luto que cairia sobre aquelas terras, faraó finalmente, deixaria o povo de Deus sair para celebrá-Lo no deserto. Para que os primogênitos de Israel não fossem mortos juntamente com os do Egito, Deus ordenou a Moisés que determinassem à todas as famílias de Israel a matança de um cordeiro de um ano, sem mácula, perfeito, tirassem o seu sangue e com ele pintassem os umbrais das portas das casas. Isto seria o sinal para o anjo destruidor não ferir ninguém naquela casa.
A carne do cordeiro (ou cabrito) seria assada no fogo e no dia 14 do mês todos deveriam comer pães asmos e ervas amargosas. Esta era a Páscoa do Senhor (Êxodo 12.3 a 11). E naquele dia Deus livraria o seu povo do Egito.
Coincidentemente, a Páscoa aconteceu na época em que os pastores egípcios comemoravam a festa da primavera, uma festa pagã que nada tinha a ver com a Páscoa. A Páscoa tinha seus símbolos próprios determinados por Deus: o pão asmo, as ervas amargas e o cordeiro. A festa da primavera tinha seus símbolos pagãos, dentre eles, o coelho, que simbolizava a fecundidade.
A Bíblia afirma que Babilônia, foi a mãe de toda a prostituição espiritual dos povos. Com ela se prostituíram todas as nações da terra (Apocalipse 18.3). Na Babilônia era comum a fabricação de bolos e tortas com a esfinge de divindades do paganismo. O profeta Isaías já protestava contra tal abominação em seu tempo. (Isaías 44.19). Semíramis, conhecida também por Istar (origem da palavra inglesa Easter, que é a páscoa americana) era adorada como a deusa da fecundidade. Esta deusa também possuía o título de Rainha do Céu, hoje herdado pela Igreja Romana em tributação a Maria, mãe de Jesus. Deus usou os profetas Jeremias e Ezequiel para protestar contra este tipo de camuflagem.
Os judeus estiveram escravos na Babilônia e alguns entre eles passaram a festejar os costumes pagãos, desprezando as ordenanças de Deus. Mas a maior contribuição para a profanação da Páscoa deu-se mais tarde quando o cristianismo de Roma aderiu ao Estado. Não só a Páscoa, mais outras festas e ordenanças cristãs sofreram o impacto do paganismo absorvido pela liderança da igreja de Roma. Com a queda do poder político da Babilônia, sua corte religiosa instalou-se em Pérgamo (487 a.c.), que foi chamada por Jesus de Trono de Satanás e, mais tarde, devido Roma ser império mundial, toda a autoridade da ordem eclesiástica pagã Babilônica ficou sobre o bispo de Roma, Dâmaso (378 d.c.). Assim o líder da igreja de Roma tornou-se o pontífice que resultou ao cristianismo de Roma.

Dentre as “paganizações” que sofreu a Igreja Romana, podemos citar o batismo de crianças, velas, sinos, purgatório, imagens, os títulos de Mãe de Deus e Rainha do Céu dados a Mãe de Jesus, títulos estes que eram da deusa Semíramis, e que significavam uma verdadeira blasfêmia à Deus, confira Jeremias 44.15 a 19. Os resultados desse casamento mal sucedido da simbologia cristã com a mitologia pagã resultaram no Cristianismo paganizado de hoje.
Alguns países herdaram do paganismo o costume de se oferecer durante as confraternizações da primavera ovos cozidos e coloridos com diversas tintas. Como lembranças da renovação de vida, milhares deles eram oferecidos à tal deusa Istar. O coelho era o animal símbolo das festividades pagãs e também era considerado o símbolo da fertilidade na primavera. Depois, Pio XII adotou o ovo como símbolo oficial da Páscoa.

O que é realmente a Páscoa para nós cristãos

A Páscoa representa para os cristãos o próprio Cristo e seu sacrifício. O cordeiro que Deus mandou Moisés sacrificar já significava Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus tira o pecado do mundo (João 1.29).
O cordeiro pascoal não poderia ter o mais ínfimo defeito, tinha quer ser perfeito. Jesus jamais teve defeito algum, inclusive nenhum osso seu foi quebrado, mesmo na cruz. Seguem algumas correlações entre o sacrifício pascoal e Cristo:

. O cordeiro pascoal era separado no décimo dia de Abibe (abril) e examinado minuciosamente antes do seu sacrifício no dia 14 de Abibe, pois o cordeiro tinha que ser "... imaculado".
Quando Lucas registra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém poucos dias antes da crucificação, o faz exatamente na hora em que o povo estava trazendo os seus cordeiros pascoais para serem examinados pelos sacerdotes. Segundo o autor de Hebreus 7:26, Jesus tinha que ser declarado "... Santo, irrepreensível, imaculado, e inviolado pelos pecadores".
. O cordeiro da Páscoa era submetido a um exame pelos sacerdotes que o julgavam, com base no exame de sua perfeição, apto para ser sacrificado. Quando lemos o relato de Mateus 22 do verso 15 ao 46, encontramos Jesus, o cordeiro de Deus, sendo examinado pelos herodianos, saduceus, escribas e fariseus e nenhum deles conseguiu achar nele nenhum defeito que o incriminasse e eles mesmo ficaram sem condições de responder-lhe nenhuma palavra (cf. Mt 22:46).
. Em Jo 18:12, 28, encontramos Jesus sendo preso e levado ao tribunal na casa de Caifás, e como era ocasião da páscoa, os judeus não podiam entrar no tribunal para não se contaminarem, pois se assim fizessem não poderiam comer da páscoa. Naquele momento também, os cordeiros pascoais estavam também sendo examinados.
E Caifás queria evidências para entregá-lo a Pilatos, mas não as encontrou; por isso, ao invés de apresentar ofensa, disse apenas que se Ele não fosse ofensor não seria entregue (cf. Jo 18.29). Pilatos por sua vez, após ter examinado Jesus, "... não achou nele crime algum..." (cf. Jo 19.4). E com estas palavras, o veredicto legal e civil estava dado e três vezes Pilatos declarou que Jesus era inocente (cf. Jo 18: 28; 19: 4, 6).
A lei dizia que o cordeiro teria que ser sem defeito algum, senão, ele não poderia ser sacrificado ao Senhor (cf. Dt 15:21).
Jesus foi achado sem defeito diante de todos depois de profundo exame e só depois foi crucificado.

O sangue daquele cordeiro pascoal livrou os israelitas da morte, assim também o sangue de Jesus Cristo livra a todo aquele que nele crer, da condenação, do pecado e da morte eterna (1º João 1.7).
Como judeu, Jesus celebrou a Páscoa, mas como Cristo, instituiu a Santa Ceia (Marcos cap. 14). A Bíblia afirma “E comendo eles (a Páscoa), Jesus tomou o pão (a Ceia) e abençoando-o (Marcos 14.22), partiu e disse: tomai, comei, isto é o meu corpo que é partido por vós. Fazei isto em memória de mim” (1º Coríntios 11.24). E semelhantemente procedeu com o cálice. Cristo ordenou que nós os cristãos, celebremos a Santa Ceia até que ele volte (Coríntios 11.26) e isto com pão e vinho. A Páscoa era uma cerimônia para os judeus que eram escravos no Egito. A ceia é uma ordenança para nós que fomos libertos por Cristo da escravidão de pecado e o aguardamos em glória. Assim como aquele sacrifício do Velho Testamento era a Páscoa para os judeus, o sacrifício de Jesus na cruz é a nossa Páscoa. Jesus é o Cordeiro Pascoal que foi sacrificado para nos dar a salvação. O apóstolo Paulo entendeu muito bem o sentido da Páscoa e disse: Cristo, a nossa Páscoa, foi sacrificado por nós! (Coríntios 5.7)
Para nós, cristãos, a Páscoa não lembra ovos, coelhos, velas, ou qualquer outro mecanismo pagão que sirva o aumento das vendas no comércio desta época.
A nossa páscoa é Cristo que nos remiu com o seu precioso sangue (1º Pedro 1.18 e 19). Comamos a Sua carne e bebamos o Seu sangue para que a Sua vida permaneça em nós e nós permaneçamos Nele.
Cristo está vivo e habita no coração que Nele crê. Você ainda tem alguma dúvida? Leia a bíblia, ore a Ele, somente a Ele e você verá maravilhas!!! Visite uma igreja cristã, evangélica, que pregue a palavra de Deus e não a dos homens, só depois faça sua escolha ou julgamento...

Deus esteja com todos!!!

4 comentários:

Ninha disse...

Eu creio Nele e sou remida por Ele.
Meus passos estão em Suas mãos e Ele nos proverá.
Adorei o post , é sempre bom lembrarmos o real valor da páscoa.

Pessoal, que a gt vai se encontrar la no Canadá eu profetizo que iremos, mas nosso processo é o Federal e a cidade destino está oscilando entre Calgary e Toronto.
É só as coisas estabilizarem e podemos nos reunir e tirar um belo proveito conversando bastante sobre esse processo "punk" rss

Grande bj
Ninha e Dodo

Gisa disse...

Lindo o post!

Nossa páscoa também é Jesus! Que lindo amor que fez com Deus entregasse seu único filho para morrer por nós. Quem seria capaz de um ato tão sublime e ao mesmo tempo tão incomprrensível? A verdade é que nossa mente, tão limitada, não pode alcançar esse mistério.
Glória a Deus por este gesto que, nos redimiu dos nosso pecados e nos deu a oportunidade de morar com Ele na Glória!

Abraços queridos e ótima páscoa diária a todos nós

Saulo Faria ; Flávia Franco disse...

Meus queridos!
Obrigado pela força!
Espero que logo possamos nos reunir lá ao Norte para comentarmos tudo o que passamos durante o processo!
Grande Abraço

Camila disse...

Gente,
muito obrigada pela visita lá no "Nosso Sonho"...com certeza se for da vontade de Deus iremos sim conseguir nosso CSQ, mas como eu disse: Só se for da vontade Dele!!!
Este sonho nasceu no nosso coração, mas sabemos que os sonhos nos são dados pelo nosso Pai.
Ah! Com certeza seremos sim vizinhos...
Abraços